quarta-feira, 20 de outubro de 2010

The Byrds (1971) Live At Royal Albert Hall


Um disco ao vivo dos Byrds, gravado em 1971, mas só lançado em 2008. Junto com o disco 1 de “Untitled”, de 1970, e “Live At The Fillmore - February 1969”, de 2000, ambos já lançados aqui no SdN, forma a trilogia oficial das gravações ao vivo da banda.

The Byrds (1971) Live At Royal Albert Hall

Músicas:
1. Lover Of The Bayou (McGuinn, Levy) 3:35
2. You Ain't Goin' Nowhere (Dylan) 2:47
3. Truck Stop Girl (George, Payne) 3:21
4. My Back Pages (Dylan) 2:22
5. Baby What You Want Me To Do (Reed) 3:38
6. Jamaica Say You Will (Browne) 3:33
7. Black Mountain Rag/Soldier's Joy (Traditional, arranged White, McGuinn) 2:02
8. Mr. Tambourine Man (Dylan) 3:38
9. Pretty Boy Floyd (Guthrie) 2:34
10. Take A Whiff (On Me) (Ledbetter, J. Lomax, A. Lomax) 2:39
11. Chestnut Mare (McGuinn, Levy) 5:24
12. Jesus Is Just Alright (Reynolds) 3:03
13. Eight Miles High (Clark, McGuinn, Crosby) 18:38
14. So You Want To Be A Rock 'N' Roll Star (Hillman, McGuinn) 3:07
15. Mr. Spaceman (McGuinn) 2:57
16. I Trust (McGuinn) 5:31
17. Nashville West (Parsons, White) 2:43
18. Roll Over Beethoven (Berry) 2:59

19. Amazing Grace (Traditional, arranged McGuinn, White, Parsons, Battin) 2:31
Músicos:
Roger McGuinn: Guitar, Vocals
Clarence White: Guitar, Vocals
Skip Battin: Electric Bass, Vocals
Gene Parsons: Drums, Vocals




Como divertimento, pincei do site oficial do Roger McGuinn três curiosidades sobre os Byrds, em forma de pergunta e resposta, que reparto com os fãs da banda que frequentam o blog, em tradução livre do inglês.

1) Como os Byrds encontraram o seu nome?
A banda estava participando de um jantar de Ação de Graças na casa de Ed Tickner. Ed, junto com Jim Dickson, era empresário do grupo. Todos estavam dando sugestões para o novo nome da banda. Gene Clark propôs “The Birdsies”.
Ninguém gostou e Ed disse: "O que tem a ver com Birds?"
“Birds” era uma gíria na Inglaterra que designava as meninas na época, e a banda não queria ser chamada de “As Meninas”.
Tickner perguntou: "E se a gente mudar a ortografia? Que tal B-U-R-D-S?"
Todo mundo odiou aquilo.
Então McGuinn veio com B-Y-R-D-S.
Dickson adorou o nome, porque tinha a magia do som da letra “B”, como em Beatles e Bobby. Ele achava que as meninas gostavam de nomes que iniciavam com “B” porque se sentiam menos ameaçadas pelas pessoas que os tinham. Assim, o grupo foi chamado de “Byrds”.
2) Por que Jim McGuinn mudou seu nome para Roger?
O nome de Jim era James Joseph McGuinn III. Ele o alterou em 1967 porque um guru da Indonésia lhe disse que um novo nome lhe proporcionaria melhores vibrações com o universo. O guru aconselhou a letra “R” e pediu a Jim que lhe indicasse dez nomes que começassem com aquela letra.
Como Jim estava interessado em equipamentos e ficção científica, ele remeteu uma lista de nomes como “Rocket” e “Ramjet” e só incluiu Roger porque o utilizava nas mensagens de rádio como indicativo de “OKAY”.
Roger foi o único nome “verdadeiro” na lista e o guru o escolheu. Jim mudou somente seu nome do meio para Roger, mas o usava como nome artístico.
Quanto às vibrações com o universo... Roger não notou qualquer alteração e, se não fosse a confusão que isso ocasionaria, teria voltado a usar o seu antigo nome (que ele gostava).
Um estudo dos anos 60 iria ajudá-lo a entender tudo isso (nota minha: o texto não esclarece que misterioso estudo era esse).
3) Será que Gene Clark tocava mesmo guitarra nos Byrds?
Antes de Hillman chegar, Gene estava escalado para tocar guitarra base, com Crosby empunhando o baixo. Mas David descobriu que tocar baixo e cantar ao mesmo tempo fazia com que sua cabeça fosse para um lado e sua barriga para outro.
Crosby convenceu Gene Clark a desistir da guitarra e tocar pandeiro. Dali em diante Gene quase não tocou guitarra nos Byrds. 

6 comentários:

Flavio disse...

Se tem uma banda gostosa de escutar é essa. Sem muitas "invencionices", comuns na época, o som deles flui naturalmente, belas harmonias. Pena que a constante troca de elementos "desmontou" os caras.

dugabowski disse...

Tu estás coberto de razão, Flavio. Obrigado pelo comentário. Um abraço.

Flavio disse...

Que é isso, cara, nós é que temos que agradecer a voce e todos os blogueiros que devotam seu tempo a divulgar música de primeira qualidade.
Vai aqui alguns comentários que vc já deve conhecer:
1) Se o George Martin não deixou (porque não o conhecia) o Ringo tocar em Love Me Do, alguns dos Byrds também tiveram que ficar no banco enquanto musicos de estudio tocavam em Mr. Tambourine Man (só McGuinn e Hillman participaram da gravação).O mesmo ocorreu com os Monkees, os Hermans Hermits e os Hollies pois os donos da gravadora não acreditavam que os "cabeludos" tocassem alguma coisa,
2) Bob Dylan escutou "All I Really Want to Do" e perguntou de quem era. Ficou tão boa que Dylan não reconheceu, a musica era dele. O mesmo poderia ocorrer com "My Back Pages" e "Chimes of Freedom" que ficaram muito melhor com os Byrds que com o dono.
3) George Harrison confessou que "If I Needed Someone" era o riff um pouco modificado de "Bells of Rhymney". Aliás os Beatles consideravam os Byrds a melhor banda americana e mantinham contato sempre, principalmente George e McGuinn.
4) Uma pena que um musico da qualidade de Clarence White morresse atropelado ao descarregar um amplificador de uma Van. Embora da fase menos popular dos Byrds o virtuosismo dele era de impressionar.

e isso aí Dugabowski, keep up the good work .....

Abração
Flavio

dugabowski disse...

É isso aí, Flavio. Já vi que tu és um "expert" em Byrds. Legal. Sempre é bom a gente trocar idéias a respeito de uma postagem. Afinal, comentários não são só pra elogiar ou criticar; são também para... comentar. É uma pena que tu sejas um dos poucos que gostaram da discografia da banda (tem gente, inclusive, dizendo que não aguenta mais os Byrds, como se o download fosse obrigatório...). Mas, fazer o quê? Não se pode agradar sempre. Um grande abraço.

Garoto A disse...

excelente!

muito obrigado =)

Ser da Noite disse...

Valeu pelo comentário, Garoto A.
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