Como a postagem do disco anterior da Catfish obteve boa receptividade crítica (três elogios, devidamente contabilizados), trago então o álbum da banda gravado ao vivo, de 1971, que encerrou (com chave de ouro, na minha opinião) a minúscula existência do grupo, liderado por Bob Hodge, que depois seguiria vitoriosa carreira solo. O link é "cortesia" do blog Silverado Rare Music. Alerto apenas que, na ripagem do disco, não foi feita a divisão das músicas (também não sei se no disco original era assim); cada lado do álbum se apresenta numa faixa contínua; não estranhem, portanto, quando descomprimirem o arquivo.
Catfish (1971) Live (Featuring Bob Hodge)
Tracklist: Side 1 Nowhere To Run Money 300 Pound Fat Mama Side 2 Mississippi River Letter To Nixon Whole Lotta Shakin' Goin' On Personnel (*): Bob Hodge: Vocals Dallas Hodge: Guitar Dennis Cranner: Bass Jim Demers: Drums Harry Philips: Keyboard John Hill: Piano on "Nowhere To Run" (*) O line-up acima foi retirado do verso da capa do disco (cuja imagem acompanha o post). Já o site Answers aponta o seguinte line-up: Bog "Catfish" Hodge: Guitar, Keyboard, Vocals; Johnny Badanger: Drums; Dennis Cranner: Bass; Jimmy Demers: Drums; John Hill: Piano; Dallas Hodge: Guitar; Harry Philips: Keyboards. Imagino que só alguém que participou do disco poderá informar o line-up correto.
Um cult do blues rock dos anos 70 (o LP original foi lançado exatamente em 1970), relançado em CD em 1997. E, ao ouvi-lo, verifica-se que a sua reputação é merecida. Confiram. Só que, desta vez, vou ficar devendo a biografia da banda, porque não a achei em lugar nenhum, ao menos em língua ocidental; encontrei-a em mandarim, mas ainda estou engatinhando no idioma... então não deu (existe a biografia do Bob "Catfish" Hodge, mas não é a mesma coisa; sua carreira solo começou depois).
Catfish (1970) Get Down
Músicas: 1. Catfish (3:44) 2. The Hawk (4:26)
3. No Place To Hide (4:37) 4. 300 Pound Fat Mama (7:54) 5. Love Lights (5:30) 6. Coffee Song (1:30) 7. Tradition (3:22) 8. Sundown Man (3:30) 9. Repreise: Catfish, Get High, Get Naked, Get Down (9:44) Músicos (*): Bob "Catfish" Hodge: Vocals, Guitar, Keyboards Mark Manko: Guitar Dallas Hodge: Guitar Harry Phillips: Keyboards W. Ron Cooke: Bass Dennis Cramer: Bass Jim Optner: Drums Jim Demers: Drums (*) O line-up foi extraído do site dinosaurdays.
Segue um texto de apresentação da banda, traduzido do inglês a partir de um texto enviado por Alex nos comentários, a título de biografia, não sem antes esclarecer: os dois primeiros parágrafos, eu desconheço a origem (o Alex diz que retirou do blog Chris Goes Rock, mas não achei mais lá; deve ter ocorrido um problema na pesquisa do blog, similar ao que aconteceu aqui no SdN); os posteriores parágrafos traduzem uma "opinião" do administrador do blog "The Secret Vinyl Conspiracy", a respeito do disco (para a comprovação do fato, cliquem aqui); não há, portanto, como eu disse, uma verdadeira biografia da banda; de qualquer forma, está tudo aí, ainda que em forma de "retalhos" agrupados. Blues rock de Detroit de 1970. Catfish foi a primeira banda de Bob "Catfish" Hodges, que durou de 1969 até 1972. Hodge é uma lenda do genuíno blues americano e aqui ele está em boa forma. Isso é hard blues misturado com um pouco do saudável rock 'n' roll. Um título como "Get High, Get Naked, Get Down" e alguns solos de guitarra meio pirados sugerem que o doidão fumou um pouco disto, um pouco daquilo. A maioria dos seus primeiros álbuns estão esgotados e são difíceis de encontrar, mas este foi relançado há alguns anos atrás. Um grupo de blues rock liderado por um cantor poderoso, que seguiu carreira solo como "Catfish" Hodge e também trabalhou com bons músicos (Bonnie Raitt, Jimmy Thackery, Dr. John), lançando vários álbuns pelos selos Eastbound, 20th Century e Adelphi. Vamos ter um pequeno interlúdio de blues (você sabe que eu amo isso, não?), com este disco de 1970, chamado "Get Down", a estréia da Catfish. A Catfish nunca quis reinventar o blues ou criar algo novo, mas a banda é humilde e tem tudo para tocá-lo. "300 Pound Fat Mama" é devotada e também "Tradition" (comentário meu: acho que é um trocadilho com a música "Tradition", querendo dizer que é também "tradicional") (vamos enfrentar isso, o som é tradicional, não é?), a música que eu escolhi para ficar no player. A capa pode não pegar você à primeira vista (nem depois), mas não se pode julgar um disco por sua capa, isso é blues-cabeça (comentário meu: no original: "head-on-Blues"), descompromissado, sem papo furado. E o cara, Bob Hodge (mais tarde, "Catfish" Hodge), ele tem uma voz e sabe como usá-la. Ele certamente comeu brita antes de cantar e tomou um bom gole de uísque.