quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lyres - Anthology, by Yerblues


Talking about rock & roll... uma vez, uns 15 anos atrás, num papo na velha Lama, eu tava falando de Cars, Banda que eu tava ouvindo muito na época... e daí um caroneiro de papo sacou lá a sua frase de efeito: em Boston nunca teve rock de verdade!... rock de verdade!?!? Huauhauha... e quem disse que eu quero rock de verdade???? Rock é a maior e melhor mentira que já se contou, porra! Tá bom, eu pensei, mas não respondi isso pro cara, afinal, iria adiantar alguma coisa? Deixei ele ter seu momento de glória, passando atestado de estupidez... Mas ainda hoje, eu me lembro dessa estória de Boston... é uma grande sacanagem com a cidade, que é ultra-conservadora, tudo bem, mas e daí? Alguém se lembra que o Rock despontou lá por Memphis e por outras cidades e estados do chamado bible belt? Bom, eu não conheço lugar mais conservador e preconceituoso que aquele... voltando a Boston, é mesmo uma grande estupidez dizer que a cidade era o túmulo do rock (parafraseando Vinícius em sua definição de São Paulo como o túmulo do samba). De cara a gente cita Aerosmith (hmmm), Boston (ok), Cars (yeah), Mission of Burma (ok), The Del Fuegos (woo-hoo), The Mordern Lovers (greeaat), The Real Kids (Godammit!), The J. Geils Band (10 out of 10), e, é claro, a minha garage rock revival band of all times, The Lyres, ou simplesmente Lyres...

Galera, eu sei que tem um monte de gente que torce o nariz pro chamado garage rock, e até entendo as razões pra essa reação. A gente cresceu ao som de Beatles, Stones, Led Zeppelin, Deep Purple e outros mestres, instrumentistas do mais alto gabarito, senhores absolutos do seu domínio, então ouvir aqueles teens amadores massacrando os instrumentos e aqueles vocais ensandecidos não é mesmo fácil. Beleza. Mas a gente também não pode se encastelar, se fechar pra o que rola na periferia do rock, sob pena de perder as grandes pequenas coisas que esse gênero produz vez por outra. E esse é exatamente o caso dos Lyres.

Jeff Monoman Conolly nunca teve outra meta senão fazer música retrô. Colecionador obsessivo de ‘60s garage rock records, Conolly só queria manter aquele som primal, perigoso, venenoso, ensandecido, hipnotizante vivo... Aquilo era para ele a matéria-prima de todo e qualquer rock... Ele nunca ligou pra originalidade. E nem poderia, um cara que mandava ver num relicário órgão Vox Continental - aquele mesmo que o Ray Manzareck tocava - em plenos anos 80 (em que todo mundo pilotava os synths mais modernos – e muuuuuito mais chatos!), desfilando e reprocessando toda a enciclopédia de riffs tirados dos livrinhos de Roky Erickson, Dave Davies, Pete Townshend, Paul Revere & The Raiders, The Kingsmen, The Seeds e toda a galera garage pré-1966... isso não é exatamente o que se poderia chamar genuíno, né não?

Mas que ninguém se engane, há muito mais na foto do que capta o olho à primeira vista. Conolly é um compositor de mão cheia e suas canções se encaixam no canon do gênero com perfeição quase megalomaníaca, e embora o som dos caras seja muito mais estilo que melodia, não custa você se pegar assobiando I Love Her Still, I Always Will distraído.

Pois é, com tudo isso mantendo o racional ocupado, quando o córtex é atingido pelo riff reverberado e massacrante da Danelektro em Jagged Time Lapse... man, você sabe que tá enbarcando numa viagem... and a good one at that... eu falei só do Conolly, porque ele é o único membro da Banda que permanece da formação original, mas os caras tocam pra cacete, com tanta convicção, que vez por outra você se pega pensando: realmente originalidade é um item superestimado no rock... e aproveitando esse gancho (como eu não tô mais com saco pra falar nada), copio a frase final do Allmusic no overview sobre a Banda: enquanto Jeff Conolly tiver seu Vox, uns caras pra tocar junto e um lugar pra se apresentar, o simples prazer que só se alcança através do rock & roll continuará existindo...”



Disco 1

01 - Jagged Time Lapse (1988)
02 - Soapy (1984)
03 - How Could Have I Done All These Things (1984)
04 - Buried Alive (1981)
05 - Dolly (1984)
06 - No Reasons To Complain (1986)
07 - Nobody (1993)
08 - High On Yourself (1981)
09 - Stormy (1986)
10 - She's Got Eyes That Tell Lies (1988)
11 - Teach Me To Forget You (1986)
12 - Not Like The Other One (1984)
13 - Someone Who'll Treat You Right Now (1984)
14 - Touch (Wally Tax & Lyres) (Live) (1988)
15 - Stoned (1993).
16 - Sick And Tired (1988)
17 - What A Girl Can't Do (1981).
18 - Not Looking Back (1986)
19 - I Confess (1984).
20 - You'll Never Do It Baby (1986)

Disco 2

01 - Don't Give It Up Now (1984)
02 - Love Me Till The Sun Shines (1984)
03 - The Way I Feel About You (1984)
04 - You Won't Be Sad Anymore (1986)
05 - Baby (I Still Need Your Lovin') (1993)
06 - Here's A Heart (& Stiv Bators) (1988)
07 - Knock My Socks Off (1988)
08 - But If You're Happy (1993)
09 - Help You An (1984)
10 - I'll Try Anyway (1984)
11 - How Can I Make Her Mine (1994)
12 - Busy Body (1994)
13 - Boston (1993)
14 - In Motion (1981)
15 - She Pays The Rent (1984)
16 - Swing Shift (1984)
17 - Feel Good (1988)
18 - I Love Her Still, I Always Will (1986)
19 - Stacey (1986)
20 - On Fyre (1988)
21 - Trying Just To Please You (1988)




CD 1





CD 2

Blind Faith . Rated X


Blind Faith (1969) Rated X

Mais um link enviado pelo Mulá Mohamed. Desta vez um Blind Faith, ao vivo - Rated X, de 1969 - com a indicação de que é melhor que o outro álbum postado aqui.

Banda:
Steve Winwood - keyboards, guitar, vocals
Eric Clapton - guitar, vocals
Rick Grech - bass, violin, vocals
Ginger Baker - drums

Músicas:
# CD 1
01. Well All Right 05:50
02. Sleeping In The Ground 05:15
03. Sea Of Joy 08:57
04. Under My Thumb 07:39
05. Can't Find My Way Home 08:45
06. Do What You Like 19:37

# CD 2
01. Presence Of The Lord 06:25
02. Means To An End 05:52
03. Had To Cry Today 08:05
04. Well Alright 06:05
05. Sea Of Joy 05:46
06. Sleeping On The Ground 04:19
07. Under My Thumb 05:20

CD 1
[MU] [50MB @128kbps]


CD 2
[MU] [37MB @128kbps]

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PARA KISSMANÍACOS


Kiss (2009) Sonic Boom
[Hard Rock]

Line-up:

Paul Stanley - Vocal, Guitar
Gene Simmons - Vocal, Bass
Tommy Thayer - Lead Guitar
Eric Singer - Drums, Vocal

Track list:
01. Modern Day Delilah
02. Russian Roulette
03. Never Enough
04. Yes I Know [Nobody's Perfect]
05. Stand
06. Hot and Cold
07. All For The Glory
08. Danger Us
09. I'm An Animal
10. When Lightning Strikes
11. Say Yeah



CD BÔNUS CLASSICS


COVERS


É fato que já saiu num monte de Blogs por aí, mas o Seres-da-Noite não poderia deixar passar este lançamento do Kiss, principalmente se levarmos em conta que há um "Kissmaníaco por aqui" (coincidentemente eu, é claro) pois, cá entre nós, ninguém é perfeito... Mas eu gosto e pronto!
O disco está sendo lançado este mes nos EUA, com venda exclusiva e toda a pompa e circunstância, como manda um bom trabalho de marketing que só o staff do Kiss sabe fazer.
Destaques para as músicas "All for the Glory" e "Say Yeah" que me parecem serão o carro-chefe do Disco.
A verdade é que a idéia era fazer um disco um pouco acima do razoável e que remetesse aos primórdios da banda no final dos anos 70 (até a capa foi desenhada pelo mesmo designer que fez a de "Rock and Roll Over") e isto certamente eles conseguiram.
Músicas como "Yes, I Know (Nobody's Perfect)", "Stand" e "Hot and Cold" (que parece ter saido direto de "Love Gun") ilustram perfeitamente isto. Até mesmo os solos de Tommy Thayer lembram muito Ace Frehley (um pouco melhores, eu diria) e Eric Singer dando um pouco mais de "peso" na Bateria.
Felizmente poucas músicas fazem-me lembrar dos "sombrios" anos 80 (unmasqued) mas ainda considero "Psyco Circus" bem melhor.
Nesta edição tem um CD Bônus gravado "ao vivo" com clássicos do Kiss, cortesia do grande Ser da Noite para os Kissmaníacos. Have Fun Folks!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Terça do Omar: David Clayton-Thomas


David Clayton-Thomas (1998) Blue Plate Special

Este es el primer albun solo en 12 años, del vocalista de Blood, Sweet and Tears, Clayton-Thomas. Lo curioso es fué gravado en apenas 4 dias. Todo comenzó cuando,a pedido de Ornette Coleman, el famoso saxman, Thomas y mas algunos músicos amigos, fueron testar algunos equipamentos del nuevo estudio de grabacion que Coleman habia montado, el test derivó en una jam que duró toda la noche. La grabación de esta jam quedó olvidada por más de un mes hasta que fué encontrada por unos de los ingenieros que mostró para Coleman,que después de oirla, decidió transformarla en disco. Thomas aceptó y en tres dias, fué dado el acabamiento final y Blue Plate Special estaba pronto. Si alguna adjetivo cabe a este disco, se puede decir que es totalmente espontáneo. Pra los fans de Calyton-Thomas, un plato lleno.

Line up:
David Clayton-Thomas: vocal, guitar
Doug Riley: keyboards
Matt King: Keyboards
Glan McClelland: keyboards
Larry De Bari: guitar
Andy Aledort: guitar
Rob Paparozzi: harp
Mike Du Clos: bass
Jonathan Peretz: drums
Steve Guttman: trumpet
Marc Quiñones: percussion
Craig Johnson: trumpet
Charlie Gordon: trombone
Dave Reikenberg: tenor sax

Tracks:
01 - Too Many Dirty Dishes 05:18
02 - Suzy Got Her Big Hair On 03:37
03 - Hard Times 02:57
04 - Lucretia Macevil 04:20
05 - Drown In My Own Tears 05:42
06 - (I'm Your) Hoochie Coochie Man 04:05
07 - Woman Across The River 02:59
08 - The Danger Zone 05:13
09 - We Were The Children 03:51
10 - Wish The World Would Come To Memphis 03:37


[MU] [80MB @320kbps]

Entrega Especial para o Maycon by Omar


Skip James (2005) Hard Times Killin´Floor Blues
[coletânea]

"Hard Times Killin´Floor Blues" não é primeira nem a última coletânea de Skip James, mas leva uma vantagem sobre as outras já lançadas: todas as faixas foram remasterizadas. Só por este fato já vale o download.

Tracks:
01 - Hard Time 03:28
02 - Sick Bed Blues 03:40
03 - Washingto 04:20
04 - Devil Got 06:20
05 - Illinois Blues 03:42
06 - I Don't W 04:46
07 - Cherry Ba 03:54
08 - Skip's Wo 04:23
09 - Cypress G 04:09
10 - Catfish Blues 03:33
11 - Motherles 04:09
12 - All Night Long 04:55


[MC] [58MB @160kbps]

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

The Kinks: Discografia (I)



Kinks: Primeiro Album (1964)

Uma banda que por muito, muito tempo mesmo, pensei em postar aqui no SdN: Os Kinks. Minha dúvida era simples - por onde começar, por qual disco, pois a carreira dos Kinks foi marcada por muitas mudanças de estilo, abrangendo desde o rock mais ou menos básico (explicarei depois esse "mais ou menos") dos primeiros discos, passando por albuns conceituais (quando nem se falava disso) e até experiências de rock-teatro (?), continuando com canções mais voltadas para o mercado americano, mais diretas e "marcadas". Ou seja, se minha primeira postagem fosse por exemplo o album "Soap Opera", iria ficar difícil entender alguma coisa se o próximo post fosse o "Give The People What They Want". São conceitos completamente diferentes.

O post ( http://seres-da-noite.blogspot.com/2009/08/quintalive-kinks-bbc-sessions-1964-1977.html ) é uma amostra disso, dessa disparidade de estilos e sonoridades, e também teve (o post citado) o mérito de apresentar para muitos que não conhecem a banda, um panorama do que foi (é) o som dos Kinks.

O excelente texto escrito pelo Yerblues serviu adicionalmente para me liberar de escrever (preguiça), ou explicar, muitos aspectos da carreira dos Kinks, que são uma banda de fato única no cenário, ainda mais se comparada com os colegas de british invasion do início/meados da década de 60. E isso por um motivo básico: ao contrário de por exemplo, Beatles, Stones, Animals, The Who e tantos outros, os Kinks, ainda que obviamente influenciados pelos usuais artistas americanos de rock & roll, rhythm & blues, blues, country, e etc. sempre foram uma banda INGLESA, cantando sobre os hábitos e a cultura INGLESAS. Por exemplo, enquanto quase todo o mundo no rock, em 1967, estava numa de psicodelia, Make Love Not War e etc., os caras estavam cantando sobre a ponte de Waterloo, preservação do meio ambiente, migração para a Austrália e valores tradicionais ingleses. Ao que consta, nunca foram a Haight-Ashbury, nem peregrinaram aos estúdios da Chess Records. Pouca mudança, também, na indumentária - sem cordões ou roupas indianas. Falando assim, até parece que estamos lidando com um bando de caretas, porém nada mais longe da verdade.
E eles arriscaram: após o estouro de 'You Really Got Me' e 'All Day and All of The Night' Ray Davies não se aferrou à fórmulas de sucesso, o que sem dúvida afastou ao longo do tempo os fãs mais 'genéricos' da banda. Pior ainda: por motivos nunca esclarecidos, foram banidos por anos de excursionar nos Estados Unidos. Suspeita-se, por falta de motivo mais concreto, que os pileques e as constantes brigas que aconteciam no palco (principalmente entre Dave Davies e Mick Avory) tenham levado o Sindicato dos Músicos americano ao banimento, mas ninguém sabe ao certo.
Proibidos de excursionar por vários anos e lançando canções que pouco diziam ao público americano (ou brasileiro, japonês, norueguês, o que seja), as vendas estagnaram nos EUA, embora continuassem estáveis na Inglaterra e Europa.

Isso continuou até 1977, quando assinaram com a gravadora Arista. Os discos passaram a trazer canções um pouco mais "globais", e eles transformaram-se em atrações nos grandes circuitos americanos de shows, sem perder no entanto a qualidade.

Isto posto...

A proposta aqui é a de trazer, aos poucos, a discografia completa dos Kinks, inclusive de vários shows disponibilizados em bootlegs. Não é no entanto, e muito longe disso, minha intenção de abrir um curso "lato sensu/MBA" à Distância em Kinks aqui no SdN. Espero, isso sim, que seja legal podermos acompanhar a evolução do som do grupo.

Conheci (de fato) o som dos Kinks em 1972. Antes disso, já havia escutado 'You Really Got Me' sem saber de quem era e visto anúncios na Melody Maker inglesa, dos albuns (um duplo e um simples) "Preservation Act". E só. Num belo dia, um amigo foi num sebo e depois apareceu em minha casa com o "Everybody's In Show Biz, Everybody's Is a Star", edição brasileira, disco simples (o original importado é duplo, um LP ao vivo, outro de estúdio), e de cara, pintou aquela interrogação. O que é isso? uma mistura de estilos única, até acompanhamento de bandinha de metais típica de teatro decadente, tinha por lá. As músicas também cantavam sobre antigos astros de Hollywood, outras sobre a horrível comida de beira de estrada ('Motorway food is the worst in the world...'). Mas tudo era rock, sem dúvida, e aquele disco virou um vício, sendo seguido logo depois pela compra do "Something Else By The Kinks" e do "Live Kinks" (também conhecido, com outra capa, como "The Kinks At The Kelvin Hall"). Os outros albums foram chegando, via golpes de sorte, redes de "informantes", e quase todos achados nos benditos sebos da vida e nas importadoras (também em balcões de saldo).

Os CDs, anos depois, permitiram a composição da discografia completa (ou quase isso) dos caras, acompanhados de faixas bonus valiosas e de discos que eram virtualmente impossíveis de serem achados em vinil, como o "The Great Lost Kinks Album".

E quanto ao post: este "The Kinks" é o primeiro album da banda, tendo já várias composições de Ray Davies; porém, como "segurança" de vendas (inclusive no mercado americano), os usuais covers de R&B e Rock'n'Roll estão presentes.
Mas não era rock tão básico assim, pois nas músicas originais apareciam, aqui e ali, ainda meio escondido, o talento único de Ray, o contador de histórias, The Storyteller.
No time de músicos de apoio em estúdio, temos Nicky Hopkins, Jon Lord e Jimmy Page; no caso deste último, a banda negou algumas vezes a participação no disco.
Acho que essa negação da presença de Jimmy deveu-se a alguns rumores de que na realidade foi ele quem tocou o riff de 'You Really Got Me', coisa que sempre deixou Dave Davies pra lá de, digamos assim, irritado.

Um dado interessante é que esse disco saiu em parte, no Brasil, sob a forma de compacto (gravadora Musidisc, que representava a Pye Records aqui). Incrível mas é verdade: os caras conseguiram colocar 10 das músicas originais, 05 de cada lado do disquinho! Claro que a qualidade dos som foi pras cucuias. Tenho uma cópia dessa preciosidade.

Band members:
de acordo com a Wikipedia, o line-up para "The Kinks" é o abaixo indicado.

Ray Davies – guitar, harmonica, keyboards, lead vocals
Dave Davies – guitar, backing vocals
Peter Quaife – bass, backing vocals
Mick Avory – tambourine, drums
Jimmy Page – twelve string guitar, acoustic guitar
Jon Lord – piano
Bobby Graham – drums

*Conforme informado pelo colega Mario, o AllMusic Guide apresenta um line-up um tanto diferente. Segue abaixo (incluí o Dave Davies que de fato tocou no disco):
Mick Avory - Percussion, Drums
Ray Davies - Guitar, Harmonica, Vocals
Dave Davies - guitar(lead), vocals
Perry Ford - Piano
Bobby Graham - Drums
Arthur Greenslade - Piano
Jon Lord - Organ
Peter Quaife Bass, Vocals (back)


Produzido por Shel Talmy (também produziu o The Who, dentre outros artistas, por muitos anos)

Track List:
1. "Beautiful Delilah" (Chuck Berry) – 2:07
2. "So Mystifying" – 2:53
3. "Just Can't Go to Sleep" – 1:58
4. "Long Tall Shorty" (Herb Abramson, Don Covay) – 2:50
5. "I Took My Baby Home" – 1:48
6. "I'm a Lover Not a Fighter" (J. Miller) – 2:03
7. "You Really Got Me" – 2:13
8. "Cadillac" (Bo Diddley) – 2:44
9. "Bald Headed Woman" (Trad/Arr Shel Talmy) – 2:41
10. "Revenge" (R. Davies, Larry Page) – 1:29
11. "Too Much Monkey Business" (Chuck Berry) – 2:16
12. "I've Been Driving On Bald Mountain" (Trad/Arr Shel Talmy) – 2:01
13. "Stop Your Sobbing" – 2:06
14. "Got Love If You Want It" (J. Moore) – 3:46
15. "Long Tall Sally" (Robert Blackwell, Enotris Johnson, Richard Penniman) – 2:12
16. "You Still Want Me" – 1:59
17. "You Do Something to Me" – 2:24
18. "It's Alright" – 2:37
19. "All Day and All of the Night" – 2:23
20. "I Gotta Move" – 2:22
21. "Louie, Louie" (Richard Berry) – 2:57
22. "I Gotta Go Now" – 2:53
23. "Things Are Getting Better" – 1:52
24. "I've Got That Feeling" – 2:43
25. "Too Much Monkey Business" [Alternate Take] (C. Berry) – 2:10
26. "I Don't Need You Any More" – 2:10

Todas as composições, exceto quando indicadas, são de Ray Davies.

as faixas de 15 a 26 são bonus do CD, relançamento de 2004.



[RS] [85MB @192kbps CBR]

domingo, 4 de outubro de 2009

Boteco do Seres by Omar: Matt Schofield


Matt Schofield (2009) Heads Tails & Aces

Mas un de Schofield, que este disco muda la formación de la banda, agregando un bajo y deja de lado aquella pegada jazzing para inclinarse definitivamente para el rock-blues. Un exelente disco, donde se nota la rápida evolución de este joven músico,que lo hace merecer todos los elogios que viene ganando de la crítca.

Line up:
Matt Schofield: guitar, vocals
Jonny Henderson: hammond C3, piano
Jef "The Funk" Walker: bass
Alain Bauldry: drums

Tracks:
01 - What I Wanna Hear 06:00
02 - Live Wire 04:43
03 - War We Wage 04:31
04 - Betting Man 05:41
05 - Lay It Down 08:44
06 - Can't Put You Down 03:14
07 - Woman Across The River 03:45
08 - Nothing Left 06:23
09 - I Told Ya 05:36
10 - Stranger Blues 05:47
11 - Not Raining Now 05:13


[BD] [129MB @320kbps]

Morcegando: Fuse


Fuse (1969) Fuse

A Fuse é mais conhecida por ter sido formada por dois futuros integrantes da Cheap Tricks - Rick Nielsen e Tom Petersson. A banda, originalmente conhecida como Grim Reapers, despertou interesse da gravadora Epic depois de fazer apoio a Terry Reid em Chicago, em 1968. Mudando o nome para Fuse eles lançaram o álbum auto-intitulado, no final de 1968. Embora estivessem preparando o material para um segundo álbum a banda dissolveu-se em 1970.

Band:
Joe Sundberg - vocals
Rick Nielsen - guitar
Craig Myers - guitar
Tom Peterson - bass
Chip Greenman - drums

Tracks:
01. Across The Skies 04:35
02. Permanent Resident 04:25
03. Show Me 04:17
04. To Your Health 06:02
05. In A Window 05:55
06. 44 34 04:03
07. Mystery Ship 03:24
08. Sad Day 05:50
09. Hound Dog 02:55
10. Cruisin' For Burgers 05:02


[RS] [109MB @320kbps]

sábado, 3 de outubro de 2009

BOTECO DO SERES - Felt


Felt (1989) Me and a Monkey on the Moon
[Alternative Rock]

Line-up:
Lawrence - Vocals
Martin Duffy - Synthesizer, rhodes piano, piano
Gary Ainge - Drums
John Mohan - Guitar
Richard Left - Guitar
Robert Young - Bass
Rose McDowall - Backing vocals
Pete Astor - Backing vocals

Track list:
01. "I Can't Make Love to You Anymore" – 4:35
02. "Mobile Shack" – 3:29
03. "Free" – 4:17
04. "Budgie Jacket" – 3:30
05. "Cartoon Sky" – 2:37
06. "New Day Dawning" – 6:34
07. "Down an August Path" – 4:49
08. "Never Let You Go" – 2:52
09. "She Deals in Crosses" – 3:02
10. "Get Out of My Mirror" – 2:33



[DF] [67MB]

Felt é uma banda inglêsa de Rock Alternativo (ou Indie Rock, como queiram) que foi fundada em meados de 1979 e, apesar de um relativo sucesso nunca conseguiu se firmar ao longo dos seus 10 anos de existencia devido às constantes trocas de membros (Lawrence e Gary Ainge foram os únicos membros constantes da banda). Este é seu último (e provavelmente melhor) disco.
Mesmo após sua dissolução em 1989 Lawrence tentou manter o carisma da banda intacto ao não permitir que se lançassem quaisquer discos que não fossem idênticos aos originais (inclusive os CD's, que não poderiam incluir nenhum extra.

Morcegando: Mon Dyh


Mon Dyh é uma banda germanica de blues rock formada em 1977, em Berlin. Como acontece com a maioria das bandas, a MD começou sua carreira tocando em bares.

Em 1980 conseguiram gravar seu primeiro álbum - "Murderer" - em uma pequena gravadora sem a ajuda de um produtor ou suporte de uma gravadora. Apesar de o álbum não ser encontrado em lojas convencionais muitos fãs compraram o disco, o que possibilitou a gravação do segundo álbum - "Confused Mind" - dois anos depois, desta vez gravado em um estúdio mais bem equipado.

O terceiro álbum - "Am Galgen" - lançado em 1983, foi distribuido com a ajuda de uma pequena gravadora e fez relativo sucesso. Neste mesmo ano a banda foi dissolvida.

O que posso dizer é que a Mon Dyh é uma banda surpreendente e que os downloads valem a pena.

Band:
Andreas Pröhl - vocals, guitar
Harald Künemund - acoustic guitar
Harald Frohloff - bass
Markus Worbs - drums



(1980) Murderer


01. Don't You Break My Heard 4:51
02. Murderer 3:57
03. Trying 4:58
04. Magic Piano 6:01
05. Just A Minute 3:46
06. Neetle Must Not Lay Down 4:31
07. One Second Man 2:49
08. Encounterd The Edge 5:58
09. All Along The Watchtower (bonus track) 4:51
10. Have You Ever Loved A Woman (bonus track) 6:08


[RS] [115MB @320kbps]



(1982) Confused Mind


01. Confused Mind 03:57
02. Blues Between The Birth 03:41
03. Guardian's Daughter 03:47
04. Love Song 02:38
05. Who'll Be The Next 04:54
06. I Hate Ya' 04:02
07. Involuntary Chase 02:42
08. But I Don't Care 02:35
09. Record God 05:35
10. Sunny Day 04:54
11. Heartbeat 03:06
12. Confused Mind (Single Version) 04:01


[RS] [104MB @320kbps]



(1982) Am Galgen


01. Salvador 6:24
02. Nichts wird so sein 4:58
03. Mehr als nur spielen 3:58
04. Der Captain 3:47
05. Der Galgen 5:13
06. Geh zu Mary 4:25
07. Show Biz Blues 3:17
08. Jeder muß sein Bild malen 3.56
09. Geh icheben nach New Orleans 2:20
10. Elaika Hiwako 2:53
11. Salvador 3:53
12. 11101 (Kitchen) 4:42
13. Diese Liebe ist umsonst 6:35
14. Blues beten 3:43


[RS] [184MB @320kbps]

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Jesse Ed Davis















Jesse Ed Davis: Jesse Ed Davis (1970) / Ululu (1972)


Os dois primeiros discos-solo do guitarrista Jesse Ed Davis - "Jesse Ed Davis"(70) e "Ululu"(72) - estão no arquivo compactado. Ele gravaria ainda um terceiro album, "Keep Me Comin'", lançado em 1973.

Mas quem é Jesse Ed Davis?

Quem viu o DVD 'Rolling Stones Rock'n'Roll Circus' e o Concerto para Bangladesh notará a presença dele. No primeiro, ele é o guitarrista do grupo de Taj Mahal, no segundo ele faz parte daquela "modesta" banda de apoio recrutada pelo George Harrison.

Para uma resumidíssima biografia dele, podemos mencionar que Jesse integrou a primeira e clássica banda do já citado Taj Mahal (o outro guitarrista era ninguém menos que Ry Cooder). Tocou em discos solo de George (Extra Texture, fora alguns compactos), de Lennon (Walls and Bridges, Rock and Roll), Ringo (Goodnight Vienna), Eric Clapton (No Reason To Cry), B.B. King (o ótimo L.A. Midnight, em breve por aqui), e mais Donovan, Keith Moon, Harry Nilsson, Rod Stewart (Atlantic Crossing), Leon Russell, Steve Miller, Mike Bloomfield, e muitos outros.

É um daqueles músicos que "enganam", ou seja, sólido, confiável, discreto, criativo - sem piruetas, sem estrelismos, sem "triunfalismos" de guitarra. Um excelente sideman.

Jesse, a exemplo de Nicky Hopkins, não é cantor, mas dá o recado de forma eficiente em seus albums solo.

Desde 1988 não está mais fisicamente entre nós, but his music lives on, e isso é tudo o que importa. E como.

Band members (Jesse Ed Davis):
Jesse Ed Davis Vocals, Guitars, Keyboards
Eric Clapton Guitars
Joel Scott Hill Guitars
Larry Knechtel Keyboards
Leon Russell Keyboards
John Simon Keyboards
Ben Sidran Keyboards
Larry Pierce Keyboards
Billy Rich Bass
Steve Thompson Bass
Chuck "Brother" Blackwell Drums
Steve Mitchell Drums
Bruce Rowland Drums
Alan White Drums
Patt Daley Percussion
Sandy Konikoff Percussion
Jackie Lomax Percussion
Pete "Big Boy" Waddington Percussion
Johnnie Ware Percussion
Alan Yoshida Percussion

HORN SECTIONS
Jerry Jumonville Tenor Sax Solo
James Gordon Bariton Sax, Clarinet
Darrell Leonard Trombone, Trumpet
Frank Mayers, Tenor Sax

BACKGROUND SINGERS
Gram Parsons/Merry Clayton/Vanetta Fields/Gloria Jones/Clydie King/Maxine Willard /Nikki BarclayBobby Jones

Produzido por Jesse Ed Davis, gravado no Olympic Studios, Londres.

Track List (Jesse Ed Davis):
1. Reno Street Incident by Jesse Davis
2. Tulsa County by Pamela Polland
3. Washita Love Child by Jesse Davis
4. Every Night Is Saturday Night by Jesse Davis
5. You Belladonna You by Jesse Davis
6. Rock 'N' Roll Gypsies by Roger Tillson
7. Golden Dun Goddess by Jesse Davis
8. Crazy Love by Van Morrison
____________________________________________________________________________________

Band members (Ululu):
Jesse Ed Davis Vocals, Guitars
Mac Rebennack Piano, Organ
Albhy Galuten Piano on track 3, 6
Leon Russell Piano on track 5
Stan Szeleste Piano on track 2
Larry Knechtel Organ on track 5
Donald "Duck" Dunn Electric Bass
Billy Rich Electric Bass on track 4, 5
Arnold Rosenthal Electric Bass on track 2
Jim Keltner Drums

BACKGROUND SINGERS
Merry Clayton Background Vocals
Vanetta Fields Background Vocals
Clydie King Background Vocals
The Charles Chalmers Singers Background Vocals on track 2, 4
Chuck Kirkpatrick Background Vocals on track 6


Produzido por Jesse Ed Davis e Albhy Galuten, gravado no Criteria Studios, Miami.

Track List (Ululu):
1. Red Dirt Boogie, Brother by Jesse Davis
2. White Line Fever by Merle Haggard
3. Farther On Down The Road (You Will Accompany Me) by Taj Mahal & Jesse Davis
4. Sue Me, Sue You Blues by George Harrison
5. My Captain by Jesse Davis
6. Ululu by Jesse Davis
7. Oh! Susannah Trad. Arr. by Jesse Davis
8. Strawberry Wine by Levon Helm & Robbie Robertson
9. Make A Joyful Noise by Jesse Davis
10. Alcatraz by Leon Russell




[RS] [100MB @192kbps CBR e @192kbps VBR]

Joanna Connor e Flora Almeida by Dugabowski

Prestigiando as mulheres: Joanna Connor e Flora Almeida, duas blueseiras de respeito.

Dando um refresco no machismo (o.k., eu sei que é involuntário) que tem impregnado o blog ultimamente (onde estão as cantoras e/ou instrumentistas boas ou – também serve – as boas cantoras e/ou instrumentistas?), seguem dois discos de duas maneiríssimas representantes do sexo feminino no terreno predominantemente masculino do blues; uma americana, Joanna Connor, e uma brasileira, Flora Almeida. A primeira, mais conhecida, com o seu elogiado disco, “Believe It!” (“album pick” no allmusic), e a segunda, praticamente desconhecida (uma lástima, pois é uma artista talentosa; mas, infelizmente, Brasil é Brasil... fosse lá fora, seria famosa, sem dúvida), com seu excelente álbum gravado ao vivo, “Não Pare Na Pista” (não se iludam com o nome; não tem nada de “disco music”; é puro blues).

Um pouco da vida das senhoras, começando pela Joanna Connor, com a sua minibiografia escrita por Richard Skelly para o site allmusic (Joanna tem o seu site oficial na Internet: www.joannaconnorband.com, mas a parte biográfica ainda está em construção).

O que faz Joanna Connor diferente das demais mulheres blueseiras é a sua habilidade na guitarra. Embora Connor tenha se tornado, com o passar do tempo, uma cantora realizada, sua primeira paixão foi tocar guitarra, e ela mostra isso nos seus shows e discos.

Nascida em Brooklyn e criada em Massachussetts, Joanna foi atraída para a cena blueseira de Chicago como uma abelha por uma lata de refrigerante. Guitarrista ardente, crescida nos anos 70 – quando o rock & roll estava no auge –, ela só queria tocar blues. Nascida em 31 de agosto de 1962, no Brooklyn, New York, porém criada em Worcester, Massachussetts (comentário meu: isso já foi dito mais atrás, o que mostra que as biografias em inglês dos músicos, de maneira geral, são mal escritas, repetitivas e – por que não dizer? – maçantes, mas de tradução necessária, justamente para atender àqueles que se interessam em conhecer os artistas e não dominam bem a língua inglesa, que é o meu caso, um monoglota em princípio irrecuperável, mas que, mesmo devagar, vem aprendendo, graças ao meu inseparável porém irritante software de tradução... e conhecimento, vamos convir, nunca é demais, qualquer que seja), Joanna se beneficiou da grande coleção de discos de blues e jazz da sua mãe, tendo sido levada, ainda jovem, para ver concertos de Taj Mahal, Bonnie Raitt, Ry Cooder e Buddy Guy.

Connor ganhou sua primeira guitarra aos sete anos. Quando completou 16 anos, ela começou a cantar na zona musical de Worcester, mudando-se para Chicago com 22 anos. Logo após a sua chegada em 1984, ela começou a reunir-se com a confraria bluseira do lugar, como James Cotton, Junior Wells, Buddy Guy e A. C. Reed, acabando por juntar-se, ainda que por pouco tempo, ao grupo de Johnny Littlejohn antes de ser convidada por Dion Payton para participar da sua banda, a 43rd Street Blues Band. Connor apresentou-se com Payton no Chicago Blues Festival em 1987. Mais tarde, naquele ano, estava pronta para formar sua própria banda.

O primeiro disco de Joanna foi “Believe It!”, de 1989, para a gravadora Blind Pig, álbum que a fez sair de Chicago e frequentar clubes e festivais ao redor dos Estados Unidos, Canadá e Europa. Seus outros discos incluem “Fight”, em 1992, para a gravadora Blind Pig (a faixa-título é uma música de Luther Allison), “Living On The Road”, de 1993, e “Rock And Roll Gypsy”, de 1995, os dois últimos para o selo Ruf Records (comentário meu: no site allmusic, o disco “Living On The Road” aparece como uma gravação do selo Inak, informação confirmada no site da Amazon; errou, portanto, o atrapalhado biógrafo). Seguiram-se “Slidetime”, para a Blind Pig, em 1998 (comentário meu: antes de “Slidetime”, Joanna também gravou, em 1996, o álbum “Big Girl Blues”, pela etiqueta Ruf Records, que foi “esquecido” por Richard Skelly, malgrado conste no site allmusic; o sujeito é mesmo um trapalhão...), e “Nothing But the Blues”, uma gravação ao vivo de um show na Alemanha, em 1999, lançado pelo selo germânico Inakustik, em 2001. Connor deixou a Blind Pig e assinou com a M. C., uma pequena gravadora independente, em 2002. Seu primeiro trabalho para a M. C., “The Joanna Connor Band”, buscou adequar o seu som com vistas a um público maior, mais popular.

Connor floresceu como compositora de blues. E é o seu talento de compositora, fortemente influenciado por grandes blueseiros, como Luther Allison, que irá lhe assegurar um lugar no topo pelos próximos anos.



Joanna Connor (1989) Believe It!

Músicos:
Joanna Connor, guitar and vocals
Anthony Palmer, second guitar
B. J. Jones, drums
Stan Mixon, base
Martha Parker, background vocal arrangements
Jacqueline and Denise Parker, background vocals
Phil Baron, keyboards
Garrick Patton, alto saxophone
John Zdon plays tambourine e Matt Snyder plays conga on When You’re Being Nice

Faixas:
1. Texas Flyer (King, Vernon, Davis, Tench, Harper, Ferrone)
2. He’s Mine (J. Connor)
3. Doctor Feelgood (A. Franklin, T. White)
4. I’m Satisfied (M. Dollison)
5. When You’re Being Nice (J. Connor, M. Sampson)
6. Pack It Up (Chandler, Gonzales)
7. Everybody I Know (W. R. Emerson)
8. Playing In The Dirt (D. Amy, R. Cray)
9. Soul’s On Fire (Harris, Mandel, Lagos, Resnick, Conte)
10. Somebody’s On Your Case (E. Randle)
11. Good Rockin’ Daddy (Joe Bihari, Richard Berry)


[MU] [89MB @320kbps]
Covers


Agora, uma mostra da carreira de Flora Almeida, extraída do seu site oficial, www.floraalmeida.com.br, em forma cronológica, como ali está exposta (trechos apenas, já que o texto é longo; quem quiser maiores informações sobre a cantora, acesse o seu site, recém-citado);

1983 – Inicia participando como vocalista do show do compositor gaúcho Carlinhos Santos, no Auditório da Assembléia Legislativa do Estado do RS;
1984 – Estréia o primeiro show “Mulher, Verso e Reverso”, no Teatro de Câmara em Porto Alegre;
1985 – Show “Três Anos Sem Elis” no Auditório da Assembléia Legislativa do Estado do RS;
1986 – Show “Sai Dessa”, no Teatro Renascença, em Porto Alegre, RS;
1987 – Integra o elenco do espetáculo “20 Anos Blue”, juntamente com Adriana Calcanhotto, Luciana Costa, Muni e Mareu Nitsche, no Teatro São Pedro;
1988 – Lançamento do disco, em produção independente, “Acordei Bemol, Tudo Estava Sustenido”, classificado pela crítica especializada entre os cinco melhores lançamentos do ano;
1989 – Fixa residência em São Paulo, divulgando o disco;
1990 – Estréia em janeiro nos palcos do Rio de Janeiro com um show de composições de Carlos Sandroni, ao lado de Carlos Sandroni, Adriana Calcanhotto, Muni, Coca Barbosa, Luciana Costa; em março, muda-se para o Rio de Janeiro;
1991 – Gravação do programa de jazz de Roberto Moura para a TV Educativa do Rio de Janeiro, no People; inicia, juntamente com a cantora Luciana Costa, um trabalho de releituras de ritmos e temas nativos do Rio Grande do Sul, no Mistura Up, Rio de Janeiro, “The Country Gurias”; com a saída de Luciana Costa encerra-se o projeto “The Country Gurias”;
1992 – Gravação do disco com releituras de temas e ritmos do Rio Grande do Sul baseado no show “The Country Gurias”;
1993 – Retorna à Porto Alegre, com o show “Flora canta Noel”, para o Projeto “A Música Brasileira do Século XX”, na Usina do Gasômetro;
1994 – Show “Singular”, no Teatro Renascença e Auditório do Instituto Goethe em Porto Alegre.
1995 – Recebe o Prêmio Açorianos de Música como Melhor Cantora – Prefeitura de Porto Alegre;
1996 – Março: “Flora Almeida & Kozmic Blues”, a realização de uma antiga idéia que era montar uma banda formada somente por mulheres;
1998 – Lançamento do disco “Acordei Bemol, Tudo Estava Sustenido” em CD, financiado pelo FUMPROARTE;
2001 – Lançamento do CD “Não Pare na Pista”, em abril, no Teatro de Elis; viaja em agosto para a Suíça onde faz show na cidade de Basel; grava uma participação no disco do músico Paul Jacob em Zürich; volta após quatro meses viajando pela Alemanha, França e Itália;
2003 – Retorna à Europa para uma temporada de 30 dias cantando em Genebra; fica mais 3 meses viajando;
2004 – De volta a Porto Alegre monta o espetáculo “Lady Day Today” com canções de Billie Holiday, com o qual tem se apresentado tanto no Brasil quanto no Exterior.

Uma observação derradeira: as comparações muitas vezes são injustas, mas, sinceramente, taco a taco, sou mais o disco da Flora Almeida (tem alma, acima de tudo) do que o da Joanna Connor (good but dispassionate); então, segundo o meu placar, construído sem xenofobia e sem xenofilia, Brasil 1 x 0 USA (ganhamos deles, e não é futebol...).



Flora Almeida (2000) Não Pare Na Pista

Músicos (Kozmic Blues Band):
Flora Almeida: voz
Adrianne Simioni: guitarra
Lorena Sá: teclado
Paula Nozzari: bateria
Claudia Braga: backing vocal
Juliana Veronezzi: backing vocal
Luciano Albo: baixo

Faixas:
1. Baby Vem Com A Mama (Paula Nozzari, Flora Almeida, Carla Kieling)
2. True Love (Flora Almeida, Carla Kieling, Lorena Sá)
3. Blues Com Tesão (Flora Almeida)
4. I Don't Need Your Love (Flora Almeida, Carla Kieling, Paula Nozzari)
5. Não Pare Na Pista (Raul Seixas, Paulo Coelho)
6. Let The Good Times Roll (Moore, Thread)
7. I Need A Little Sugar In My Bowl (C. Willians, Small Brymn)
8. Solitário Blues (Domingos O’Cray)
9. Amtrak Blues (Alberta Hunter)
10. Same Old Blues (D. Nix)


[MU] [82MB]

SEXTA BÁSICA - FLEETWOOD MAC


Fleetwood Mac (1969) English Rose
[Blues & Folk Rock]

Line-up:
* Peter Green – vocals, guitar, harmonica
* Jeremy Spencer – vocals, slide guitar
* Danny Kirwan – vocals, electric guitar
* John McVie – bass guitar
* Mick Fleetwood – drums

Track list:
01. "Stop Messin' Round" (Clifford Adams, Peter Green) – 2:22*^
02. "Jigsaw Puzzle Blues" (Danny Kirwan) – 1:36**^
03. "Doctor Brown" (J.T. Brown, W. Glasco) – 3:46*
04. "Something Inside of Me" (Kirwan) – 3:57****
05. "Evenin' Boogie" (Jeremy Spencer) – 2:42*
06. "Love That Burns" (Adams, Green) – 5:05*
07. "Black Magic Woman" (Green) – 2:48**^
08. "I've Lost My Baby" (Spencer) – 4:17*
09. "One Sunny Day" (Kirwan) – 3:12***
10. "Without You" (Kirwan) – 4:40***
11. "Coming Home" (Elmore James) – 2:40*^
12. "Albatross" (Green) – 3:09**^


[DF] [34MB]

Este álbum, citado pelo Leônidas num comentário do "Bare Trees" foi lançado nos EUA em janeiro de 1969 e é uma compilação de músicas de Discos anteriores como "Mr. Wonderful"(*) (lançado no Reino Unido), algumas inéditas que seriam lançadas na versão inglesa do álbum "Ten Play On"(***), outras lançadas apenas como singles (**), uma totalmente inédita (****) e outras cinco canções de uma outra compilação não lançada nos EUA "The Pious Bird of Good Omen"(^).
Como o intuito desta SEXTA BÁSICA é realmente mostrar aos iniciados e iniciantes na arte do Rock o que é verdadeiramente o Rock estamos publicando este álbum para que quem não conhece a primeira fase (totalmente blueseira) do Fleetwood Mac possa ter um parâmetro de comparação com a segunda fase (mais folk e rock) representada por "Bare Trees".
Como curiosidade, a foto da capa do Disco é uma versão Drag Queen do nosso Mick Fleetwood. Não ficou linnnndjio?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Blodwyn Pig



Blodwyn Pig: Getting To This (1970)

O Blodwyn Pig foi fundado pelo guitarrista Mick Abrahams, após sua saída do Jethro Tull, causada por divergências musicais com Ian Anderson. O único disco do Tull que teve a participação de Abrahams foi o "This Was", de 1968.

O album "Getting To This" foi o segundo produto da banda, e apresenta uma muito interessante mistura de rock, blues e jazz, este último componente em função do multi-intrumentista Jack Lancaster.

O som do Blodwyn não é semelhante ao do Tull, porém, teorizando um pouco, pode ser representativo das idéias de Abrahams no que diz respeito a COMO poderia (ou deveria) soar o Tull em sua carreira posterior ao primeiro album. Faz sentido, à medida que o "This Was" foi gravado tendo ainda como fortes influências esses três gêneros musicais (rock, blues e jazz), e consta que essa foi justamente a base da divergência mencionada que levou Abrahams a deixar a banda.

Após a dissolução oficial do grupo, o baixista Andy Pyle tocou com os Kinks (fase pós-John Dalton/pré-Jim Rodford), Savoy Brown e Juicy Lucy (com o baterista Ron Berg) e fez participação especial no "Every Picture Tells A Story" do Rod Stewart.
O saxofonista/violinista Jack Lancaster é atualmente arranjador e produtor musical. É interessante mencionar que em meados da década de 70 (creio que em 75) ele produziu e participou de um album apresentando uma versão 'rock' da obra clássica 'Pedro e o Lobo' de Prokofiev. O disco é muito bem feito e gravado, vem com libreto caprichado, em cores, com vários desenhos, e...numa daquelas situações que ninguém entende (e no meu caso, não reclamo, claro), o disco LP foi lançado aqui, igualzinho à versão original.

O "Getting To This" também foi lançado à época aqui no Brasil, em versão mono, pela gravadora Odeon - o que também significa dizer, devidamente embalado no tradicional "sanduíche de plástico".

Band members:
Mick Abrahams — guitar, vocals, seven-string guitar, tenor guitar
Jack Lancaster — flute, violin, electric violin, tenor sax, baritone sax, soprano sax, phoon horn, cornet
Andy Pyle — electric bass, six-string bass
Ron Berg — drums, tympani
Graham Waller — piano ("Drive Me", "Beach Scape")

Todas as execuções e arranjos de instrumentos de sopro por Jack Lancaster.

Produzido por Andy Johns, gravado no Olympic Studios e Trident Studios, Londres.

Track List:
1. "Drive Me" – 3:19
2. "Variations on Nainos" – 3:47
3. "See My Way" – 5:04
4. "Long Bomb Blues" – 1:07
5. "The Squirreling Must Go On" – 4:22
6. "San Francisco Sketches: (a) Beach Scape (b)Fisherman's Wharf (c) Telegraph Hill (d) Close the Door, I'm Falling Out of the Room" – 8:11
7. "Worry" – 3:43
8. "Toys" – 3:03
9. "To Rassman" – 1:29
10. "Send Your Son to Die" – 4:25




[RS] [67MB @192kbps CBR]

Quintalive: Tom Petty & The Heartbreakers, Rock The Fillmore, 1997



Alright, crazy people
, após breve intervalo em suas transmissões, a Radio Yer - 8 miles high no seu dial - volta pra azucrinar os ouvidos puristas e classicistas com o melhor do Rock. E hoje, mandaremos pra cabeça de vocês o som de um dos meus heróis do rock, um sujeito que ousou peitar a indústria fonográfica antes de internet, blogs, downloads, MTV; um cara que desde 1976 vem construindo uma carreira quase irrepreensível, trazendo na bagagem obras-primas do quilate de "Damn The Torpedoes" (1979), "Hard Promises" (1981), "Full Moon Fever" (1989), Wildflowers (1994) e por aí vai, sempre se reinventando no pop-rock'n'roll... ladies & gentlemen, Mr. Tom Petty e seus indefectíveis Heartbreakers, num boot que já é considerado dos melhores de todos os tempos, Live At The Fillmore, San Francisco, 1997.
.

Tom e Rick, sua velha e fiel companheira


Esse disco deixa o Pack up the Plantation - disco ao vivo oficial do Tom Lançado por volta de 1985 - na poeira por várias razões. Primeira razão: a ambiência. O Fillmore é, não à toa, a casa de espetáculos mais famosa da costa oeste dos USA. Tom e os Heartbreakers entregam o show muito mais comprometidos com a platéia, que está ali, a um, dois metros, de distância. Então é quase uma bar band, sacam??? Segunda razão: é exatamente isso que Petty e os Heatbreakers encarnam nesse gig, a melhor bar band de todos os tempos, com um setlist que apresenta seus grandes hits, mas também uma porrada de outros clássicos do Rock, a exemplo de You Really Got Me, Around & Around, I Got A Woman, Shakin' All Over, dentre outras pérolas, todas interpretadas com o tesão de um moleque de 15 anos e com o perfeccionismo de uma Banda com trocentos anos de estrada... Terceira razão: o som... ah, o som desse boot é daquelas experiências quase sensoriais... é só colocar os headphones e você quase pode ver as Rickenbackers e Fenders rodopiando no palco do Fillmore... Não tem nem comparação com o som do Pack Up The Plantation, que é flat, incompreensivelmente distante (já que foi gravado também numa casa de espetáculos, o Wiltern Theatre). Junte-se a estas a quarta e definitiva razão pro download de 400 MB: três horas de live rock music de primeira nas orelhas... woo hooo....




Esse post serve pra gente ficar salivando à espera do box Tom Petty, The Live Anthology que tá vindo por aí (info HERE)... Este rip é o re-up da postagem original feita no saudoso blog ChrisGoesRock (bless you, mate!) há uns dois ou três anos... então, bullshit, no more, no more... Rock the Fillmore, Tom...



Disc One:

01: Around and Around - 02:58
02: Jammin' Me - 04:37
03: Runnin' Down a Dream - 05:06
04: Time is on My Side - 04:26
05: Call me the Breeze - 05:46
06: Cabin Down Below - 03:15
07: Diddy Wah Diddy - 03:55
08: Slaughter on 10th Ave - 03:55
09: Listen to Her Heart - 03:26
10: I Won't Back Down - 04:11
11: The Date I Had - 07:48
12: I Found My Baby * - 05:02
13: Serves You Right to Suffer * - 04:231
14: Boogie Chillin' * - 08:17
-----------------------------------------
Total: - 67:13:01


Disc Two:

01: It's Good to be King - 12:09
02: Green Onions - 04:54
03: You Are My Sunshine - 02:00
04: There Ain't No Sunshine - 03:36
05: On the Street - 03:35
06: I Want You Back Again - 03:36
07: Little Maggie - 03:33
08: Walls - 03:50
09: Angel Dream - 02:43
10: Guitar Boogie Shuffle - 03:41
11: Even the Losers - 03:13
12: American Girl - 02:45
13: You Really Got Me - 02:35
14: County Farm - 08:46
15: You Wreck Me - 03:49
--------------------------------------------
Total: - 64:54:02


Disc Three:

01: Shakin' All Over - 02:41
02: Mary Jane's Last Dance - 10:39
03: You Don't Know How It Feels - 06:55
04: I Got A Woman - 03:08
05: Free Fallin' - 05:06
06: Gloria - 10:36
07: Bye Bye Johnny - 04:00
08: Satisfaction - 02:56
09: Louie Louie - 03:54
10: It's All Over Now - 05:20
11: Alright For Now - 02:21
--------
Total: - 57:44:35

* with John Lee Hooker


CD 1




CD 2




CD 3 + Scans


Tracklist nos comentários.

Morcegando: Barry McCabe

Barry McCabe - Absolutely Live
Indicação do Mulá Mohamed Abud Mudaba

Para quem gostou do post do Albatross, dois álbuns do guitarrista Barry McCabe, ambos ao vivo e gravados durante o Festival do Dia da Independência da Noroega.

No CD 2, algumas músicas da apresentação de Barry McCabe com o Albatross.


(2002) Aboslutely Live Vol. 1

Tracks:
01 - Intro 00:32
02 - Someone I Used To Know 05:32
03 - Never Say Die 04:53
04 - Full Moon On Main St. 08:15
05 - Freddie Wants A Cadillac 04:44
06 - Talk To Your Daughter 04:22
07 - Barry Mccabe - Sweet Little Angel 06:53
08 - Night Time People 10:19
09 - Tempted 05:15
10 - Stay With Me 04:41
11 - Walkin' Blues 05:56
12 - Alberta 05:35
13 - Nobody's Girl 04:04

CD 1
[RS] [114MB @224kbps]




(2003) Absolutely Live Vol. 2

Tracks:
01 - Intro 00:38
02 - Too Late Now 04:04
03 - Fine, Fine, Fine 03:26
04 - Feel So Good 02:33
05 - I Don't Know Your Name 04:35
06 - Move It On Over 05:25
07 - Prisoners Of Conscience 08:04
08 - Some Kind Of Wonderful 04:40
09 - Everybody's Got The Blues 06:12
10 - Rock 'n' Roll Medley 04:36
11 - Talk Too Much 02:22
12 - Love That Burns 06:11
13 - Alberta 04:39
14 - High-School Queenie 02:30
15 - Sheilagh 06:16

CD 2
[RS] [107MB @224kbps]