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domingo, 15 de março de 2009

Entrega Especial do ONEPLUSONE: SAHB

Hospedagem: oneplusone
Montagem: Ser da Noite



The Sensational Alex Harvey Band (1975) The Penthouse Tapes
[rock]

"Depois da bola levantada pelo post do Yerblues na QuintAlive, apresentamos o Penthouse Tapes da Alex Harvey Band. Como já mencionado, é um album essencialmente de covers, abrangendo Alice Cooper, Jethro Tull, Leadbetter, Irving Berlin e até os improváveis Osmonds(!) em "Crazy Horses". Quem aliás quiser conhecer a versão original, veja o video, mas com cautela (pode ter efeitos colaterais indesejáveis no organismo, afinal, são os Osmonds...) - link aqui. A versão de Cheek to Cheek (imortalizada pelo grande Fred Astaire) é ao vivo, sem origem indicada, mas deve ter sido muito divertida de ser vista, haja vista a reação da platéia. Aliás, o Alex curtia músicas da década de 30/40 sem dúvida. No disco The Impossible Dream a música que abria o lado 2 (olha o anacronismo!) era Sgt. Fury, puro Vaudeville com arranjos típicos. Essas escapulidas de estilo mostram bem a competência da banda, que aliás em Penthouse Tapes tinha a formação clássica da SAHB:

Alex Harvey - Vocais e guitarra ocasional
Zal Cleminson - guitarra (que depois andou pelo Nazareth, mas sem maquiagem)
Chris Glen - baixo
e os primos
Ted McKenna - bateria (depois tocou com Rory Gallagher)
Hugh McKenna - teclados

As capas disponibilizadas no link são exatamente as mesmas da versão em CD que possuo (selo Samurai, Made in France)." Fernando "Oneplusone" Torres

Track list:
1. I Wanna Have You Back 2:44
2. Jungle Jenny 4:02
3. Runaway 2:48
4. Love Story 5:02
5. School's Out 4:57
6. Goodnight Irene 4:31
7. Say You're Mine (Every Cowboy Song) 3:21
8. Gamblin' Bar Room Blues 4:06
9. Crazy Horses 2:53
10. Cheek to Cheek 3:50
# Bonus tracks:
11. Shake Your Way to Heaven
12. Outer Boogie


[RS] [85MB]

Link para as capas

quinta-feira, 12 de março de 2009

QuintAlive - Yerblues


A seleção do QuintAlive desta semana ficou por conta de nosso colaborador, camarada, 'expert' em coletâneas, Guilherme [a.k.a. Yerblues]. Como era de se esperar, uma seleção de bandas de rock de primeira linha, com álbuns fantásticos.

Valeu pela colaboração, Yerblues.

Na próxima semana a lista de Fernando [a.k.a. oneplusone]

Peguem seus tickets e divirtam-se.

SELEÇÃO E TEXTO POR YERBLUES
Track list nos comentários


A noite do pretérito mais que perfeito
(Yerblues)

03 de maio de 1970. Esta foi a data em que uma gravadora perpetrou uma das maiores safadezas contra uma Banda e seus fãs. Foi a data de lançamento do LP (alguém ainda lembra o que é isso?) “Live at Leeds”, que continha seis faixas, todas trazendo estalos dignos do chicote de um gaúcho com síndrome de latin lover ou de um ovo fritando naquela banha que vinha em tijolos brancos (mas que diabos é isso?)... a própria Banda avisava na contracapa da bolacha que o disco era estalado mesmo; que não se tratava de defeito das “agulhas” (Deus meu, eu sou um fóssil!) ou dos aparelhos de som dos consumidores; que era um projeto meio “pirata”... Por isso o layout da capa, a mixagem ruim, o som pior ainda... enfim, o disco era uma joça! Alguns alucinados, sobretudo da imprensa, começaram uma estória de que aquele era “o melhor álbum ao vivo da história do rock” até então... você sabe como é, o público sempre vai atrás desses blá-blá-blás, afinal o que está no jornal é verdade absoluta, senão não estaria no jornal... de maneira que “Live at Leeds” alcançou o status de clássico instantâneo... quem viveu, comprou... e saiu repetindo a estória...

Mas, peraí... anos depois eu também comprei... e saí repetindo a estória... “eu vi o futuro repetir o passado”... é que em meio aos coriscos que estalavam no céu preto do vinil e aos ovos chafurdando na banha de Leeds, num transe auditivo, eu (ou) vi dois narigudos: um, vestindo um macacão daqueles de frentista do manicômio, destruía cem guitarras por minuto na minha cabeça; o outro implodindo cada pedaço de razão que ainda pudesse restar num sub-desenvolvido crânio sul-americano com uma bateria que mais parecia uma metralhadora... ah, sim... tinha ainda um contrabaixista que fazia com “seu instrumento” o que a gente poderia chamar de “justiça com as próprias mãos” e também um vocalista trajando uma suspeita camisa com braços cheios de franjinhas e que, quando não estava urrando (porra, vá usar licença poética mal assim lá nos infernos, Yerblues!), pensava que seu microfone era algum protótipo de helicóptero... como uma engrenagem bem azeitada, esse amálgama de feiúra, insanidade, suor, barulho, fúria e rock & roll jogava a pá de cal definitiva sobre os 60´s, sepultando os Burt Bacharachs, Jose Felicianos e Sonny & Cher da vida pop e mandando a mainstream hippie e o tal de paz & amor pro diabo e para o LSD que lhes carregassem... eles se chamavam The Who, ou esse tal de rock & roll, como queira, e estavam ali em Leeds, cientes de que tinham uma (ir)responsabilidade para com aquela audiência... no palco, encarnavam uma outra História defronte de um público majoritariamente universitário que só conhecia as fábulas oficiais; aquelas vestidinhas de roupas de domingo e que diziam ser o homem um animal pensante e necessariamente responsável para com seu futuro e o de seu próximo... do you think it´s alright?... sheet, no!!! O futuro era daqui a um minuto e pensar demais lembrava Nixon, De Gaulle, Carrasco Azul, Vietnã, Praga, Paris e o “Brazil” sufocando sob bombas, tanques e escombros de “teorismos” de esquerda e “diretos” de direita... we´re not gonna take it!!!... o narigudo pára e diz que um momento é suficiente pra durar uma eternidade, desde que seja bem alto! Volume, fúria e potência, é disso que se compõe a matéria do nosso momento imortal... a gente vai tatuar isso no seu cérebro... welcome to my life tatoo...

Depois de “Live at Leeds”, nada foi mais o mesmo, nem as bandas, nem os discos ao vivo, nem as platéias do rock, nem eu... o fato é que “Live at Leeds” foi o show parâmetro que todas as grandes bandas da mesma época tentaram alcançar, mas que permaneceu inatingível até 1995, quando as gravadoras lançaram um novo disco do Who, chamado... “Live at Leeds”!

Pois é, 25 anos depois do grande happening, os “guardiões da verdade” (nominalmente, a Polydor inglesa e a MCA americana), juntamente com Pete Townshend, resolveram que era hora de liberar um testemunho mais fiel do que foi aquela noite em “Leeds”, e dessa vez deixando que a fera mostrasse mais alguns dentes e mais incisivamente, para que eles ganhassem mais dinheiro. “Live at Leeds” foi remixado e remasterizado; os estalos “genuínos” foram mandados para Andrômeda (graças aos modernos artefatos da tecnologia); a versão foi solta com mais do dobro do tempo da versão original, contendo várias performances inéditas até então; e estamparam em todas revistas especializadas: “nova versão de Live at Leeds o transforma no maior disco ao vivo não só de sua era, mas de todos os tempos”. Faturaram novamente milhões em cima dos consumidores... right behind you, I see the millions... (só de vingança, a gente ganhou novamente milhões de alucinações ouvindo o “novo” Leeds), mas ainda não era o ponto final na saga de Leeds.

2001, novo milênio, nova oportunidade para uma odisséia no som e na fúria de Leeds, nova oportunidade para faturar uns milhõezinhos a mais (novamente com a participação de Pete, que devia ouvir a letra de “Como nossos pais”, sobre aquela estória do vil metal...). Se os tapes já existiam tratados em 1995, por que não lançaram essa versão em 1995?

Picuinhas à parte, sempre disseram que o grande legado do Who foi “Tommy” (John Entwistle contava que antes de “Leeds”, grande parte do público achava que o nome da Banda era “Tommy” e o disco é que se chamava The Who), e disso sempre discordei... lembro até que numa rodinha de rockers quase saiu porrada numa discussão sobre qual disco era melhor ou mais importante... “cê tá falando besteira, Yerblues, Leeds nem pode ser comparado com Tommy, espumava pelo canto da boca Nélson, meu velho amigo”... doces tempos do far niente... como que presentes na quase porradaria entre mim, “Leedsmaníaco”, e Nelson, meu amigo “Tommysta”, as gravadoras resolveram soltar o show na íntegra, todas as performances que rolaram naquela noite do pretérito mais que perfeito, incluindo “Tommy” quase na íntegra (as faixas “Cousin Kevin”, “Underture” e “Welcome” não constam desta versão ao vivo, pelo menos não na forma em que aparecem em “Tommy”). “Leeds” e “Tommy”, juntos... Cara... será possível?

E lá ia eu me preparando psicologicamente para gastar umas 90 pilas comprando - de novo! - a “nova” versão importada de “Live At Leeds”, quando, andando a esmo pelas lojas de cd desta Capital da Minas paralela e litorânea, ou seja, Vitória, me deparei, assim sem mais, com o novo testamento... “Live at Leeds, Deluxe Edition”... listening to you I get the music... e era como se ele, o cd, estivesse ali, a olhar para mim, a injetar novas cores na tatuagem dentro, a me convidar para a “Amazing Journey”, a me apresentar às novas “Acid Queen” e “Sally Simpson”, enfim, a me apresentar um novo “Tommy”, o Tommy de “Leeds”, mais louco, mais irado, divino, maravilhoso... carne, ossos e rock & roll... (apesar de minha passageira raiva dele, é hilariante a introdução que Pete faz para “Thomas”, a proto-ópera, pop ópera, rock toper... roqueteer... wathever)... tudo isso em versão nacional!!! Minha indignação de consumidor não resistiu... saquei do cartão e tomei o Magic Bus... No caminho, passei na casa do velho “Tommysta” e, juntos, fomos novamente à “Leeds”, 1970, para desfazer as diferenças... lá, ele, convertido à boa nova, me perguntou: pô, brother, engraçado, como um pedaço da eternidade pode caber dentro de um cd? O que eu podia falar?... man, I can`t explain, I can’t explain......




The Who (2001) Live at Leeds
[Deluxe Edition] [Rock]


Disc 1 [SB] [76MB]


Disc 2 [SB] [56MB]



The Guess Who (1972) Live at The Paramount
[bonus tracks] [Rock]


[SB] [84MB]



The Sensational Alex Harvey Band (1975) Live
[Rock]


[RS] [63MB]



The J. Geils Band (1972) Full House
[Blues Rock]


[RS] [48MB]



Rolling Stones (1970) Get Yer Ya Ya's Out
[Rock]


[RS] [87MB]

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

The Sensational Alex Harvey Band . Framed


The Sensational Alex Harvey Band (1972) Framed
[hard rock]

Line-up:
Alex Harvey - lead vocals
Zal Cleminson - lead guitar
Hugh McKenna - electric piano
Chris Glen - bass guitar
Eddie McKenna - drums
Phil Kenzie - tenor saxophone
Big Bud's Brass - brass section

Track list:
1. Framed 5:00
2. Hammer Song 4:09
3. Midnight Moses 4:27
4. Isobel Goudie 7:31
i. Virgin and the Hammer
ii. My Lady of the Night
iii. Coitus Interruptus
5. Buffs Bar Blues 3:09
6. I Just Want to Make Love to You 6:41
7. Hole in Her Stocking 4:46
8. There's No Lights on the Christmas Tree Mother, They're Burning Big Louie Tonight 3:52
9. St. Anthony 4:41

Download [SB] [97MB]

Alex Harvey era um músico escocês de rock n' roll. Com sua Sensational Alex Harvey Band, construiu uma sólida reputação de "live performer". A banda era reconhecida por seu ecletismo e performance ao vivo, durante os anos 70, e pelo carisma de Harvey.

O irmão de Alex, Lesley Harvey, também é músico e tornou-se guitarrista da banda Stone the Crows.

"Framed", lançado em 1972, é o álbum "debut" da The Sensational Alex Harvey Band. Este álbum apresenta um "cover" de uma música composta por Willie Dixon, e gravada originalmente por Muddy Waters, "I Just Want To Make Love To You".